24 de maio de 2011

LEI DIVINA OU LEI NATURAL


LEI DIVINA OU LEI NATURAL


DEUS: relembrando o que já aprendemos (em O Livro dos Espíritos, questão n.º 1), “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

ATRIBUTOS DE DEUS: ensina-nos o Espírito da Verdade (O Livro dos Espíritos, questão n.º 13) que os atributos de Deus são os de ser: eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso e soberanamente justo e bom.

NATUREZA: é a essência constitutiva do Universo ou a força de origem e conservação natural de tudo quanto existe.

LEI NATURAL OU LEI DIVINA: decorre da essência das coisas; é perfeita e imutável, como emanação da Natureza; representa como que a materialização da vontade do Criador Supremo Deus. Nenhum homem promulga uma Lei Natural, pois ela existe independentemente de sua vontade; ele próprio é também um produto dessa lei. A Lei Natural não decorre da manifestação desta ou daquela autoridade terrena. Para que melhor a entendamos, veja-se:
a)  o vento sopra e resfria a Terra; o Sol nasce e traz calor aos seres e vegetais; a chuva vai e os rios se enchem, dando vida à fauna; as plantas crescem e dão frutos; os homens e os animais se reproduzem, cumprem sua trajetória e morrem. Tudo isso ocorre, sem que tenha sido escrita uma linha pelo homem, determinando que assim fosse.
b)  Tudo que existe no Universo tem sua origem nas Leis Naturais: mineral, vegetal, animal, seres humanos, Espíritos, são componentes harmônicos do todo, regidos por essas leis. Assim, sendo o homem, também, integrante da Natureza, não é capaz de criar uma Lei Natural. Com toda a sua decantada sabedoria, seu conhecimento científico e filosófico, o homem não é capaz de criar um grão de milho sequer.

CARACTERES DA LEI NATURAL: são características da Lei Natural ou Lei Divina ou Lei de Deus as seguintes:
a)  as de ser ETERNA (não se pode estabelecer o seu começo, pois, assim, ela viria do nada, nem se pode determinar o seu fim, pois ela é infinita);
b)  as de ser IMUTÁVEL (não sujeitando-se a mudanças, uma só vez que é dotada de estabilidade perene). Somente as Leis do Estado ou Leis dos Homens, pelas imperfeições destes, são imperfeitas e, por isso modificáveis. As Leis de Deus, por serem harmônicas como o próprio Universo, são eternas e imutáveis, vigorando para tudo e para todos.

CONHECIMENTO DA LEI NATURAL MAIS IMPORTANTE: embora nem todos estejam à altura de compreender a Lei de Deus, como ensinam os Espíritos, “todos a compreenderão, um dia, através do progresso moral, conseguido nas existências”. E há sempre Espíritos superiores ensinando-a: “A Lei de Deus está escrita na consciência”, e a mais importante é a da Justiça, Amor e Caridade. A questão n.º 614 de O Livro dos Espíritos, diz: “a Lei Natural é a Lei de Deus; é a união necessária à felicidade do homem”. Diz o que ele deve ou não deve fazer, e ele só se torna infeliz quando dela se afasta. Está no livro da consciência.

ERGUE-TE PARA A SUBLIMAÇÃO

ERGUE-TE PARA A SUBLIMAÇÃO

No abismo criado em seu interior, enraizado nas entranhas de sua alma, submerso pela densa camada do medo e da insegurança, encontra-se ainda latente e adormecido o germe da perfeição. Busque desperta-lo através do trabalho sublime na serventia e amparo ao próximo e na fé revigorante e inflexível. 
O desalento que ainda persiste em ofuscar o brilho soberano do amor do Pai em seu coração, nada mais é que o fruto amargo de sua invigilância e a falta da perseverança e persistência no caminho edificante e reconfortante da evolução.
Busqueis compreender os verdadeiros desígnios de Deus, não olvides ou sobreponha sobre Vosso infindável Amor por vós. Acalente vosso coração aflito, apazigue a tempestade que assola seu ser.
A tormenta já se dissipou e a calmaria se faz presente, transcorra pelos caminhos da redenção com a cabeça erguida, pois é filho escolhido e merecedor da dádiva da existência.
Empenhe com fervor na construção de um futuro ditoso e límpido, onde após exaustivo embate frente a obstáculos verdadeiramente grandiosos, podereis colher os doces frutos da felicidade plena e da satisfação na tarefa cumprida.
O desalinho de sua conduta, nada mais é que preguiça contumaz na incerteza em guiar o carro progressivo pelo trilho da existência corpórea.
(Livro A Dádiva do Amor Divino, pelo espírito Antônio Carlos Gonzaga, psicografia de Alessandro Micussi)