25 de julho de 2011

Entendendo a Reencarnação

O que é a reencarnação? Seria um castigo?
Segundo a etimologia (estudo da origem e formação das palavras) reencarnação pode significar o ingresso repetido num invólucro (aquilo que envolve, cobre ou reveste, envoltório) físico ou carnal. Este raciocínio implica na existência de qualquer coisa permanente que sobrevive ao invólucro que lhe serve de veste.
A reencarnação não é castigo, é nova oportunidade de crescimento espiritual. Oportunidade de reparação de atos delituosos cometidos por nós em outras oportunidades. Se excluirmos a possibilidade da reencarnação, e tomando por base um irmão que tenha nascido com uma enfermidade terrível ainda viver uma única vez, esta enfermidade representaria um castigo terrível, um capricho de Deus, esta criatura não teria a oportunidade de progredir, sendo então Deus um Ser que privilegia uns e pune outros, sendo como um juiz parcial.
A Lei da reencarnação preenche as lacunas, explicando esses fatos e torna notório o quanto Deus é justo, bom e misericordioso.
Nós, seres criados por Deus, muitas vezes transgredimos suas leis e, por isso mesmo, somos forçados a sofrer as consequências. A terceira Lei da Física, de Isaac Newton diz: “A toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e direção, mas em sentido contrário”.
No plano moral, ou espiritual, a Lei de Ação e Reação pode ser enunciada conforme diz Emmanuel. “É livre a semeadura, porém obrigatória a colheita”.
Uma boa ação na vida presente terá uma boa reação na vida presente ou futura, enquanto que uma ação má terá uma reação má, se não agora, numa próxima reencarnação que representará uma oportunidade de reparar o débito contraído.
Assim, a Lei de Ação e Reação nos ensina que somos responsáveis pelo nosso sofrimento ou pela nossa felicidade. A causa de nossa infelicidade ou felicidade deve ser buscada dentro de nós e não fora; com a reencarnação o espírito é direcionado à conscientização e à prática do bem.

RECEBE O QUE OFERTA

RECEBE O QUE OFERTA

Não se esqueça que a verdadeira essência da angelitude habita em ti, entretanto à medida que te afastas do caminho da redenção, renegando aos ensinos do Cristo, seu coração se entrega ao abandono e torna-se terreno suscetível de apropriação pelos amigos da desarmonia.
 Sua pernas que vagueiam sem rumo, peregrinando sem direção pelo campo da precipitação, acabam por levá-lo ao recanto da dor e do sofrimento, ofertando-lhe morada no condomínio da desilusão.
Os braços que se cruzam frente à oportunidade do trabalho no auxilio de todos os necessitados, acabam por compactuar para que não consiga segurar-se em nada ao iniciar queda livre, quando que por imprudência se aproxima do abismo da invigilância.
Os olhos que se fecham frente o sofrimento e aflição do irmão em desalinho, se tornam cegos e coíbem vossa visão para enxergar com alegria as obras de Deus e o caminho certo a seguir para a renovação.
Os lábios que se cerram para negar a orientação e o amparo do próximo, também se emudecem no momento de agonia, evitando assim que consiga pronunciar rogativas de suplica em proveito próprio através do coração enfermo.
Os sentimentos que oferta ao próximo, serão consagrados em vosso interior, tornando-o assim o verdugo e a vítima de seus próprios atos.
Não deveis corroborar para a derrocada de seu ser através do cultivo insensato das sementes de agonia e aflição.
Caminhe perseverante pelo campo da transformação, seguindo os ensinos do evangelho do Cristo e perpetue em todos os corações a fraternidade e o amor.
A pequena luz que transcende os horizontes encontrou em teu coração a morada singela, fazei com que possa resplandecer e guiar todos que buscam na união fraternal o caminho a seguir.
(Livro Manancial da Sobriedade, pelo espírito Antônio Carlos Gonzaga, psicografia de Alessandro Micussi)