27 de fevereiro de 2013

Mensagem psicografada - Dai a tua parte


Daí a tua parte

...Quantos pães tendes?(Marcos 6:38)
Quantas vezes os homens recorrem aos préstimos sublimes do governador Celeste, rogando-lhe que atendas as suplicas, mitigando a fome e aliviando as dores, entretanto, ainda possuidores de uma fé frágil e limitada, esquecem-se de contribuir para a multiplicação das bênçãos através do trabalho na serventia do próximo.
Percebe-se na narrativa do singelo evangelista, que mesmo compadecido da população que acompanhava-lhe os passos, o Nobre Mestre instrui a seus apóstolos que contribuíssem com o pouco que possuíam, para assim saciar todos os esfaimados e  carentes de atenção.
No mundo onde muitos buscam a satisfação material e caminham pela desventura das escolhas, sempre encontraremos famintos e necessitados, cabendo-nos como aprendizes do Cristo, ofertar o que trazemos em nossos corações e multiplicá-los com as Bênçãos de Deus, para compartilhar com todos que nos cingem o caminho.
Mesmo que peregrinemos pelos campos das aflições e presenciemos as mais angustiantes condições de padecimentos e expiações, devemos elevar os olhos aos céus e partilhar o pão do entendimento que nos foi ofertado com todo amor pelas mãos angélicas de Jesus.
Caminhemos por entre a multidão, mas não nos deixando conduzir pelas impressões e equívocos, mas sim na certeza que podemos contribuir significativamente para fortalecer os sequiosos e necessitados da luz da redenção e da caridade.
Ante as dores do mundo, que possamos ouvir o Cristo e assim contribuir com o que nos cabe para o melhoramento de todos.
O Cristo não nos pede o inexeqüível e sim que doemos o que já temos em nosso intimo, pois sabe que a fé verdadeira, nutre e alimenta os espíritos na jornada do progresso.
Daí vós de comer, disse o Cristo, portanto aprendizes do Evangelho que somos, devemos cumprir o que nos solicita o Mestre, e na certeza de sua assistência constante, dedicarmo-nos a servir o próximo e cooperar na tarefa santificante de auxiliar sempre.
(Mensagem ditada na noite de quarta feira 27/02/2013, pelo espírito Antônio Carlos Gonzaga, psicografia de Alessandro Micussi)

Poema Psicografado - Quem sou eu


QUEM SOU EU

Sou amor e sou paixão,
Complemento e solidão,
Sou o dia e sou a noite,
Sou carinho e sou o açoite,
Sou escudo e sou a espada,
Sou tudo e não sou nada,
Sou sonhos e pesadelo,
Sou o fogo e sou o gelo,
Sou espinho e sou a flor
Sou o prazer e sou a dor,
Sou a calor e sou o vento,
Sou satisfação e sou tormento,
Sou nascimento e sou a morte,
Sou azar e sou a sorte,
Sou alegria e sou tristeza,
Sou maciez e aspereza,
Sou verdade e sou mentira,
Sou a calma e sou a ira,
Sou o sim e sou o não,
Sou o certeza e a indecisão,
Sou saúde e sou doença,
Sou compaixão e indiferença,
Sou seu e de alguém,
Sou de todos e de ninguém,
Sou utopia e realidade,
Sou angústia e felicidade,
Sou o vicio e sou a cura,
Sou a sanidade e a loucura,
Sou único e verdadeiro,
Sou vários e traiçoeiro,
De onde vim, para onde vou,
O que serei e ate o que sou
Se estiver certo e até errado
Se estiver inteiro e até quebrado
Sou simples e sou complexo
Sou o côncavo e o convexo
As vezes sou quem gostaria de ser e as vezes quem odiaria ser,
Sou imperfeito, sou bobo, tolo, fraco.
Sou forte, orgulhoso, sou austero, sou ganância, vaidade.
Posso fazer as pessoas felizes, mas na maioria das vezes tornam-se tristes e amarguradas...
Para muitos tenho o dom de estragar as coisas mais preciosas, machucar quem amo e abrir mão da felicidade.
Para outros posso alegrar os dias, florescer os campos e aquecer corações.
Sou a luta constante entre o bem e o mal, a luz e as trevas.
Sou um pouco de tudo e um tudo de nada.
Sou exatamente o que você deseja que eu seja.
Esta sou eu...
A vida.
(Do livro Versos do Coração – ditado pelo espírito Antônio Carlos de Deus, psicografia de Alessandro Micussi)

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6


Parábola do semeador
Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; — em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. — Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:
Aquele que semeia saiu a semear; — e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. — Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. — Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. — Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. — Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)
Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. — Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. — Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. — Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. — Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. — Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 18 a 23.)
A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!
Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?
 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6.)