12 de agosto de 2012

O TRABALHO NA SEARA ESPÍRITA - O reformador


O TRABALHO NA SEARA ESPÍRITA
Umberto Ferrreira

O Espiritismo contém um rico conteúdo doutrinário, cujo estudo é fundamental para elevar o nosso entendimento da vida espiritual e das leis morais.
Não é doutrina para ser apenas compreendida em teoria, mas para ser vivida na prática.
Se não observarmos a aplicação dos ensinos em nossas vidas, podemos cair na fé inoperante, a que se refere o apóstolo Tiago:
“Assim, também a fé, se não tiver as obras, por si só está morta”. (Tiago, 2:17.)
Comentando esse versículo da carta de Tiago, assevera o instrutor espiritual Emmanuel:
“A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam, com clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, a benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva”. (Fonte Viva, Ed. FEB, cap. 39.)
Mais à frente, acrescenta esse autor espiritual:
“A crença religiosa é o meio. O apostolado é o fim”. (Op. cit., cap. 39.)
Ao tomarmos a resolução de trabalhar na seara espiritual, sem dúvida, encontraremos ocupação, porque não há muita procura pelo trabalho voluntário.
Quando esteve entre nós, Jesus disse aos seus discípulos: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos”. (Mateus, 9:37.)
Mesmo na seara espírita, o número de trabalhadores é pequeno, apesar da consciência da importância do trabalho para a evolução espiritual que o Espiritismo desenvolve nos adeptos.
Muitos deles encontram dificuldades em cooperar na instituição espírita, por diversos motivos:
• Aguardam o convite pessoal.
• Não aceitam o serviço que lhes é oferecido.
• Não concordam em começar por atividades simples.
• Impõem condições que não podem ser atendidas.
• Reclamam o direito de escolher o tipo de atividade.
• Preferem começar “por cima”.
• Resistem em estudar primeiro.
• Rejeitam a disciplina.
• Não se dispõem a trabalhar em equipe.
• Querem o direito de começar criticando o que está sendo feito.
• O número de pessoas que procuram os centros espíritas é expressivo e a seara de trabalho é grande. Apesar disso, a quantidade de trabalhadores continua reduzida.
O ideal é que o candidato ao trabalho na seara se disponha a agir como o servo fiel da parábola contada por Jesus:
“Bem-aventurado aquele servo a quem seu Senhor, quando vier, achar servindo assim”. (Mateus 24:46.)
O servo fiel não discutia as determinações. Cumpria-as, porque entendia que o seu senhor sabia o que deveria ser feito.
Obediência cega ajuda pouco no crescimento do trabalhador, mas quem se dispõe a obedecer é o que começa com mais acerto.
( Fonte: O Reformador  - FEB – Ano 124 – nº 2132 – Novembro de 2006)

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