28 de fevereiro de 2013

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 9


A cólera
O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? — Entregais-vos à cólera.
Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar.
Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade.
Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida!
Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. — Um Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)


(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IX, item 9.)

27 de fevereiro de 2013

Mensagem psicografada - Dai a tua parte


Daí a tua parte

...Quantos pães tendes?(Marcos 6:38)
Quantas vezes os homens recorrem aos préstimos sublimes do governador Celeste, rogando-lhe que atendas as suplicas, mitigando a fome e aliviando as dores, entretanto, ainda possuidores de uma fé frágil e limitada, esquecem-se de contribuir para a multiplicação das bênçãos através do trabalho na serventia do próximo.
Percebe-se na narrativa do singelo evangelista, que mesmo compadecido da população que acompanhava-lhe os passos, o Nobre Mestre instrui a seus apóstolos que contribuíssem com o pouco que possuíam, para assim saciar todos os esfaimados e  carentes de atenção.
No mundo onde muitos buscam a satisfação material e caminham pela desventura das escolhas, sempre encontraremos famintos e necessitados, cabendo-nos como aprendizes do Cristo, ofertar o que trazemos em nossos corações e multiplicá-los com as Bênçãos de Deus, para compartilhar com todos que nos cingem o caminho.
Mesmo que peregrinemos pelos campos das aflições e presenciemos as mais angustiantes condições de padecimentos e expiações, devemos elevar os olhos aos céus e partilhar o pão do entendimento que nos foi ofertado com todo amor pelas mãos angélicas de Jesus.
Caminhemos por entre a multidão, mas não nos deixando conduzir pelas impressões e equívocos, mas sim na certeza que podemos contribuir significativamente para fortalecer os sequiosos e necessitados da luz da redenção e da caridade.
Ante as dores do mundo, que possamos ouvir o Cristo e assim contribuir com o que nos cabe para o melhoramento de todos.
O Cristo não nos pede o inexeqüível e sim que doemos o que já temos em nosso intimo, pois sabe que a fé verdadeira, nutre e alimenta os espíritos na jornada do progresso.
Daí vós de comer, disse o Cristo, portanto aprendizes do Evangelho que somos, devemos cumprir o que nos solicita o Mestre, e na certeza de sua assistência constante, dedicarmo-nos a servir o próximo e cooperar na tarefa santificante de auxiliar sempre.
(Mensagem ditada na noite de quarta feira 27/02/2013, pelo espírito Antônio Carlos Gonzaga, psicografia de Alessandro Micussi)

Poema Psicografado - Quem sou eu


QUEM SOU EU

Sou amor e sou paixão,
Complemento e solidão,
Sou o dia e sou a noite,
Sou carinho e sou o açoite,
Sou escudo e sou a espada,
Sou tudo e não sou nada,
Sou sonhos e pesadelo,
Sou o fogo e sou o gelo,
Sou espinho e sou a flor
Sou o prazer e sou a dor,
Sou a calor e sou o vento,
Sou satisfação e sou tormento,
Sou nascimento e sou a morte,
Sou azar e sou a sorte,
Sou alegria e sou tristeza,
Sou maciez e aspereza,
Sou verdade e sou mentira,
Sou a calma e sou a ira,
Sou o sim e sou o não,
Sou o certeza e a indecisão,
Sou saúde e sou doença,
Sou compaixão e indiferença,
Sou seu e de alguém,
Sou de todos e de ninguém,
Sou utopia e realidade,
Sou angústia e felicidade,
Sou o vicio e sou a cura,
Sou a sanidade e a loucura,
Sou único e verdadeiro,
Sou vários e traiçoeiro,
De onde vim, para onde vou,
O que serei e ate o que sou
Se estiver certo e até errado
Se estiver inteiro e até quebrado
Sou simples e sou complexo
Sou o côncavo e o convexo
As vezes sou quem gostaria de ser e as vezes quem odiaria ser,
Sou imperfeito, sou bobo, tolo, fraco.
Sou forte, orgulhoso, sou austero, sou ganância, vaidade.
Posso fazer as pessoas felizes, mas na maioria das vezes tornam-se tristes e amarguradas...
Para muitos tenho o dom de estragar as coisas mais preciosas, machucar quem amo e abrir mão da felicidade.
Para outros posso alegrar os dias, florescer os campos e aquecer corações.
Sou a luta constante entre o bem e o mal, a luz e as trevas.
Sou um pouco de tudo e um tudo de nada.
Sou exatamente o que você deseja que eu seja.
Esta sou eu...
A vida.
(Do livro Versos do Coração – ditado pelo espírito Antônio Carlos de Deus, psicografia de Alessandro Micussi)

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6


Parábola do semeador
Naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar; — em torno dele logo reuniu-se grande multidão de gente; pelo que entrou numa barca, onde sentou-se, permanecendo na margem todo o povo. — Disse então muitas coisas por parábolas, falando-lhes assim:
Aquele que semeia saiu a semear; — e, semeando, uma parte da semente caiu ao longo do caminho e os pássaros do céu vieram e a comeram. — Outra parte caiu em lugares pedregosos onde não havia muita terra; as sementes logo brotaram, porque carecia de profundidade a terra onde haviam caído. — Mas, levantando-se, o sol as queimou e, como não tinham raízes, secaram. — Outra parte caiu entre espinheiros e estes, crescendo, as abafaram. Outra, finalmente, caiu em terra boa e produziu frutos, dando algumas sementes cem por um, outras sessenta e outras trinta. — Ouça quem tem ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 1 a 9.)
Escutai, pois, vós outros a parábola do semeador. — Quem quer que escuta a palavra do reino e não lhe dá atenção, vem o espírito maligno e tira o que lhe fora semeado no coração. Esse é o que recebeu a semente ao longo do caminho. — Aquele que recebe a semente em meio das pedras é o que escuta a palavra e que a recebe com alegria no primeiro momento. — Mas, não tendo nele raízes, dura apenas algum tempo. Em sobrevindo reveses e perseguições por causa da palavra, tira ele daí motivo de escândalo e de queda. — Aquele que recebe a semente entre espinheiros é o que ouve a palavra; mas, em quem, logo, os cuidados deste século e a ilusão das riquezas abafam aquela palavra e a tornam infrutífera. — Aquele, porém, que recebe a semente em boa terra é o que escuta a palavra, que lhe presta atenção e em quem ela produz frutos, dando cem ou sessenta, ou trinta por um. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 18 a 23.)
A parábola do semeador exprime perfeitamente os matizes existentes na maneira de serem utilizados os ensinos do Evangelho. Quantas pessoas há, com efeito, para as quais não passa ele de letra morta e que, como a semente caída sobre pedregulhos, nenhum fruto dá!
Não menos justa aplicação encontra ela nas diferentes categorias espíritas. Não se acham simbolizados nela os que apenas atentam nos fenômenos materiais e nenhuma conseqüência tiram deles, porque neles mais não vêem do que fatos curiosos? Os que apenas se preocupam com o lado brilhante das comunicações dos Espíritos, pelas quais só se interessam quando lhes satisfazem à imaginação, e que, depois de as terem ouvido, se conservam tão frios e indiferentes quanto eram? Os que reconhecem muito bons os conselhos e os admiram, mas para serem aplicados aos outros e não a si próprios? Aqueles, finalmente, para os quais essas instruções são como a semente que cai em terra boa e dá frutos?
 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, itens 5 e 6.)

26 de fevereiro de 2013

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 14 a 17


Ressurreição e reencarnação (IV)
Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? — Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha mutação. (JOB, cap. XIV, v. 10,14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)
Quando o homem morre, perde toda a sua força, expira. Depois, onde está ele? – Se o homem morre, viverá de novo? Esperarei todos os dias de meu combate, até que venha alguma mutação? (ID. Tradução protestante de Osterwald.)
Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)
Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que Job haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele de certo não conhecia. “Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?” A idéia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível: “Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei”, ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: “Saio de minha casa, mas a ela tornarei.”
“Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que se dê a minha mutação.” Job, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: “Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei.” Job como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.
Não há, pois, duvidar de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo. Um dia, porém, suas palavras, quando forem meditadas sem idéias preconcebidas, reconhecer-se-ão autorizadas quanto a esse ponto, bem como em relação a muitos outros.
A essa autoridade, do ponto de vista religioso, se adita, do ponto de vista filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando se trata de remontar dos efeitos às causas, a reencarnação surge como de necessidade absoluta, como condição inerente à Humanidade; numa palavra: como lei da Natureza. Pelos seus resultados, ela se evidencia, de modo, por assim dizer, material, da mesma forma que o motor oculto se revela pelo movimento. Só ela pode dizer ao homem donde ele vem, para onde vai, por que está na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as aparentes injustiças que a vida apresenta.
Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, são ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que hão dado lugar a tão contraditórias interpretações. Está nesse princípio a chave que lhes restituirá o sentido verdadeiro.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 14 a 17.)

25 de fevereiro de 2013

ESTUDO SISTEMATIZADO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS 05 de 193


ESTUDO SISTEMATIZADO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS
Introdução ao estudo da Doutrina Espírita
Item VII e VIII  ( Estudo 05 de 193)
Estudo nº LE 005-a
Tema: Introdução (itens IX, X e XI)
R E S U M O
A doutrina e seus contestadores, objeções, que espíritos?
"O movimento dos objetos é um fato comprovado. A questão é saber se nesse movimento, há ou não uma manifestação inteligente e, caso haja qual é a origem dessa manifestação" Kardec em Introdução de O Livro dos Espíritos.
- Kardec coloca nestes três itens ( 9,10 e 11) objeções que poderiam ser levantadas por seus opositores e de antemão esclarece aos mesmos.
- os fenômenos espíritas ocorreram em vários lugares ao mesmo tempo e com médiuns diferentes;
- não há charlatanismo, pois não há lucro. O trabalho é feito gratuitamente.
- não pode haver mistificação pois pessoas distantes que não se conhecem dão as mesmas respostas aos mesmos assuntos.
- não podem ser só uma ilusão, pois seriam muitas pessoas de bom senso sendo "iludidas"ao mesmo tempo e não se pode enganar a todos durante todo o tempo.
- quanto a linguagem dos espíritos sabemos que os mesmos não são iguais nem em conhecimento nem em qualidades morais, e tem-se que passar pelo crivo da razão o que dizem.
- dizer que nas comunicações espíritas há intervenção de um poder diabólico é nivelar por baixo, achando que Deus somente permitiria a manifestação dos maus espíritos sem o contrapeso do conselho dos bons.
- ao admitir a comunicação dos maus espíritos estão reconhecendo a veracidade das manifestações;
- dizem que somente se fala com espíritos de pessoas conhecidas. Isso demonstra que não estar a par do que acontece nas sessões mediúnicas, pois a maioria dos espíritos que se comunicam são desconhecidos;
- quando evocamos um espírito, geralmente é de um conhecido, pois senão não teríamos como evocá-lo.
- quanto ao fato de serem somente espíritos ilustres que se comunicam, isto é muito relativo, pois nem sempre o que foi grande na Terra o é no mundo espiritual. "A cada um segundo suas obras".

QUESTÕES PARA ESTUDO

Ao estudarmos estas objeções dos opositores da Doutrina Espírita na época de Allan Kardec, podemos estabelecer uma relação com os nossos dias.

1) - Até onde o discurso dos opositores do espiritismo mudou?

Como podemos observar muito pouca coisa mudou em relação às objeções feitas pelos opositores do espiritismo.
Continuam ainda a colocar a doutrina como coisa de loucos, e por conta de algumas pessoas que se dizem espíritas nos atacam dizendo que cobramos para saber o futuro e desmanchar trabalhos.
Sabemos que a mediunidade é inerente ao ser humano e todas as pessoas a possuem independente de serem ou não espíritas. Os chamados "videntes" usam de sua mediunidade como meio de vida, e aqueles que não conhecem o que é o Espiritismo coloca todos no mesmo balaio.
Resta agora, a nós espíritas, melhorarmos esse quadro, estudando as obras da codificação e tendo argumentos para refutar, assim como fez Kardec, aqueles que não conhecem a Doutrina.


2) - Com toda tecnologia e avanço científico na atualidade, o que a comunidade espírita em geral tem feito para mudar esse quadro de objeções (caso ele não tenha mudado)?

A comunidade espírita, mais especificamente o chamado Movimento Espírita, pouco tem contribuído para mudar essa situação. Como visto temos que estudar para podermos esclarecer duvidas. Infelizmente a maioria dos espíritas não tem coragem de assumir uma posição doutrinaria em seu ambiente de trabalho e muitos que trabalham na área cientifica tem "vergonha" de se dizerem espíritas e colocar seus conhecimentos doutrinários em suas pesquisas.

(Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo)

24 de fevereiro de 2013

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 6

Causas anteriores das aflições (I)

Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.
Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos e que os põe à mercê da comiseração pública. Por que, pois, seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família, outros são favorecidos de todos os modos?
Que dizer, enfim, dessas crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos? Problemas são esses que ainda nenhuma filosofia pôde resolver, anomalias que nenhuma religião pôde justificar e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, se se verificasse a hipótese de ser criada a alma ao mesmo tempo que o corpo e de estar a sua sorte irrevogavelmente determinada após a permanência de alguns instantes na Terra. Que fizeram essas almas, que acabam de sair das mãos do Criador, para se verem, neste mundo, a braços com tantas misérias e para merecerem no futuro uma recompensa ou uma punição qualquer, visto que não hão podido praticar nem o bem, nem o mal?
Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. É uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.
O homem, pois, nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às conseqüências de suas faltas. A prosperidade do mau é apenas momentânea; se ele não expiar hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o seu passado. O infortúnio que, à primeira vista, parece imerecido tem sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer: “Perdoa-me, Senhor, porque pequei.”

 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 6.)

23 de fevereiro de 2013

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 1 a 4


Simplicidade e pureza de coração
Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)
Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse:
“Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. — Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” — E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)
A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.
Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. É exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.
Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as idéias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.
Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. É necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.
A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.
O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.

 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VIII, itens 1 a 4.)

Princípios Fundamentais da Doutrina Espírita


Princípios Fundamentais da Doutrina Espírita
1 – Deus: «Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.» 3
Eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. 4
2 – Jesus: Guia e modelo mais perfeito para o homem. 17
3 – Espírito: Seres inteligentes da criação. 6
4 – Perispírito: substância semi-material que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. 11 «Tem a forma que o Espírito queira.» 9
5 – Evolução: «São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada.» 10
6 – Livre-arbítrio: O homem tem «[...] a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina. » 18
7 – Causa e efeito: «Deus tem suas leis a regerem todas as vossas ações. Se as violais, vossa é a culpa. » A punição é o resultado da infração da lei. 20
8 – Reencarnação: «[...] consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas [...].» 14 São existências ao «[...] melhoramento da Humanidade.
Sem isto, onde a Justiça?» 13
9 – Pluralidade dos mundos habitados: São habitados todos os globos que se movem no espaço. E o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. 5
10 – Imortalidade da alma: A existência dos Espíritos não tem )m. É tudo o que podemos, por agora, dizer. 7
11 – Vida futura: «O sentimento de uma existência melhor reside no foro íntimo de todos os homens [...]. A vida futura implica a conservação de nossa individualidade, após a morte.» 19
12 – Plano espiritual: No instante da morte, a alma volta «[...] a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara momentaneamente». 12
«Os Espíritos estão por toda parte.» 8
13 – Mediunidade: Faculdade inerente ao homem. «Todo aquele que sente, num grau qualquer, a in6uência dos Espíritos é, por esse fato, médium.» 21
14 – In0uência dos Espíritos na nossa vida: «Muito mais do que imaginais. In6uem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.» 15
«Tendes muitos deles de contínuo a vosso lado, observando-vos e sobre
vós atuando, sem o perceberdes.» 8
15 – Ação dos Espíritos na natureza: «Deus não exerce ação direta sobre a matéria». 16 «[...] Os Espíritos são uma das potências da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execução de seus desígnios providenciais.» 8
3. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Questão 1, p. 51.
4. ______. Questão 13, p. 54.
5. ______. Questão 55, p. 69.
6. ______. Questão 76, p. 80.
7. ______. Questão 83, p. 82.
8. ______. Questão 87, p. 83.
9. ______. Questão 95, p. 86.
10. ______. Questão 114, p. 95.
11. ______. Questão 135 – a, p. 105.
12. ______. Questão 149, p. 112.
13. ______. Questão 167, p. 121.
14. ______. Questão 171 - comentário, p. 122.
15. ______. Questão 459, p. 246.
16. ______. Questão 536-b, p. 272.
17. ______. Questão 625, p. 308.
18. ______. Questão 843, p. 387.
19. ______. Questão 959, p. 446.
20. ______. Questão 964, p. 447.
21. ______. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 76. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 14, item 159, p. 203.

22 de fevereiro de 2013

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, itens 6 e 7


A fé religiosa. Condição da fé inabalável

Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes religiões. Todas elas têm seus artigos de fé. Sob esse aspecto, pode a fé ser raciocinada ou cega. Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Em assentando no erro, cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.
Diz-se vulgarmente que a fé não se prescreve, donde resulta alegar muita gente que não lhe cabe a culpa de não ter fé. Sem dúvida, a fé não se prescreve, nem, o que ainda é mais certo, se impõe. Não; ela se adquire e ninguém há que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários.
Falamos das verdades espirituais básicas e não de tal ou qual crença particular. Não é à fé que compete procurá-los; a eles é que cumpre ir-lhe, ao encontro e, se a buscarem sinceramente, não deixarão de achá-la. Tende, pois, como certo que os que dizem: “Nada de melhor desejamos do que crer, mas não o podemos”, apenas de lábios o dizem e não do íntimo, porquanto, ao dizerem isso, tapam os ouvidos. As provas, no entanto, chovem-lhes ao derredor; por que fogem de observá-las? Da parte de uns, há descaso; da de outros, o temor de serem forçados a mudar de hábitos; da parte da maioria, há o orgulho, negando-se a reconhecer a existência de uma força superior, porque teria de curvar-se diante dela.
Em certas pessoas, a fé parece de algum modo inata; uma centelha basta para desenvolvê-la. Essa facilidade de assimilar as verdades espirituais é sinal evidente de anterior progresso. Em outras pessoas, ao contrário, elas dificilmente penetram, sinal não menos evidente de naturezas retardatárias. As primeiras já creram e compreenderam; trazem, ao renascerem, a intuição do que souberam: estão com a educação feita; as segundas tudo têm de aprender: estão com a educação por fazer. Ela, entretanto, se fará e, se não ficar concluída nesta existência, ficará em outra.
A resistência do incrédulo, devemos convir, muitas vezes provém menos dele do que da maneira por que lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é deste século, tanto assim que precisamente o dogma da fé cega é que produz hoje o maior número dos incrédulos, porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio. É principalmente contra essa fé que se levanta o incrédulo, e dela é que se pode, com verdade, dizer que não se prescreve. Não admitindo provas, ela deixa no espírito alguma coisa de vago, que dá nascimento à dúvida. A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A criatura então crê, porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu. Eis por que não se dobra. Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.
A esse resultado conduz o Espiritismo, pelo que triunfa da incredulidade, sempre que não encontra oposição sistemática e interessada.
 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, itens 6 e 7.)

ESTUDO SISTEMATIZADO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS 04 de 193


ESTUDO SISTEMATIZADO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS
Introdução ao estudo da Doutrina Espírita
Item VII e VIII  ( Estudo 04 de 193)
Estudo nº LE 004-a
Tema: Introdução (itens VII e VIII)
R E S U M O
Para muita gente, a oposição das corporações científicas constitui, senão uma prova, pelo menos forte presunção contra o que quer que seja. Não somos dos que se insurgem contra os sábios, pois não queremos dar azo a que de nós digam que escoiceamos. Temo-los, ao contrário, em grande apreço e muito honrado nos julgaríamos se fôssemos contados entre eles.
Suas opiniões, porém, não podem representar, em todas as circunstâncias, uma sentença irrevogável. Desde que a Ciência sai da observação material dos fatos, em se tratando de os apreciar e explicar, o campo está aberto às conjeturas. Cada um arquiteta o seu sistemazinho, disposto a sustentá-lo com fervor, para fazê-lo prevalecer. Não vemos todos os dias as mais opostas opiniões serem alternativamente preconizadas e rejeitadas, ora repelidas como erros absurdos, para logo  depois aparecerem proclamadas como verdades incontestáveis? Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos juízos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida se justifica no homem ponderado. Com relação às coisas notórias, a opinião dos sábios é, com toda razão, fidedigna, porquanto eles sabem mais e melhor do que o vulgo.
Mas, no tocante a princípios novos, a coisas desconhecidas, essa opinião quase nunca é mais do que hipotética, por isso que eles não se acham, menos que os outros, sujeitos a preconceitos. Direi mesmo que o sábio tem mais prejuízos que qualquer outro, porque uma propensão natural o leva a subordinar tudo ao ponto de vista donde mais aprofundou os seus conhecimentos: o matemático não vê.
O ESPIRITISMO E OS FENÔMENOS ESPIRITAS:
"Os fenômenos espíritas repousam na ação de inteligências dotadas de vontade própria e que nos provam a cada instante não se acharem subordinadas aos nossos caprichos.
“As observações não podem, portanto, ser feitas da mesma forma; requerem condições especiais e outro ponto de partida".
"O Espiritismo esta todo na existência da alma e no seu estado depois da morte."
FALIBILIDADE DA RAZÃO:
"O homem que julga infalível a sua razão esta bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas idéias são as mais falsas, se apoiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível. Os que outrora repeliram as admiráveis descobertas de que a Humanidade se honra, todos endereçavam seus apelos a esse juiz, para repeli-las. O que se chama razão não e muitas vezes senão orgulho disfarçado e quem quer que se considere infalível apresenta-se como igual a Deus.
Dirigimo-nos, pois, aos ponderados, que duvidam do que não viram, mas que, julgando do futuro pelo passado, não crêem que o homem haja chegado ao apogeu nem que a Natureza lhe tenha facultado ler a ultima pagina do seu livro." .
ESTUDO ÚTIL DA DOUTRINA ESPIRITA:
"Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espirita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só´ pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado.
Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis."
"Abstenham-se os que entendem não serem dignos de sua atenção os fatos.
Ninguém pensa em lhes violentar a crença; concordem, pois, em respeitar a dos outros."
.CARACTERÍSTICA DA SERIEDADE DE UM ESTUDO:
"O que caracteriza um estudo serio e a continuidade que se lhe da. Será de admirar que muitas vezes não se obtenha nenhuma resposta sensata a questões de si mesmas graves, quando propostas ao acaso e a queima-roupa, em meio de uma aluvião de outras extravagantes? Demais, sucede freqüentemente que, por complexa, uma questão, para ser elucidada, exige a solução de outras preliminares ou complementares. Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo principio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das idéias. Que adiantara aquele que, ao acaso, dirigir a um sábio perguntas acerca de uma ciência cujas primeiras palavras ignore? Poderá o próprio sábio, por maior que seja a sua boa-vontade, dar-lhe resposta satisfatória? A resposta isolada, que der, será forçosamente incompleta e quase sempre por isso mesmo, ininteligível, ou parecera absurda e contraditória. O mesmo ocorre em nossas relações com os Espíritos. Quem quiser com eles instruir-se tem que com eles fazer um curso; mas, exatamente como se procede entre nos devera escolher seus professores e trabalhar com assiduidade".
CONDUTA DOS ESPÍRITOS SUPERIORES:
"Dissemos que os Espíritos superiores somente as sessões serias acorrem, sobretudo as em que reina perfeita comunhão de pensamentos e de sentimentos para o bem. A leviandade e as questões ociosas os afastam, como, entre os homens, afastam as pessoas criteriosas; o campo fica, então, livre a turba dos Espíritos mentirosos e frívolos, sempre a espreita de ocasiões propicias para zombarem de nos e se divertirem a nossa custa".
"Se quereis respostas sisudas, haveis de comportar-vos com toda a sisudeza, na mais ampla acepção do termo, e de preencher todas as condições reclamadas. Só´ assim obtereis grandes coisas. Sede, alem do mais, laboriosos e perseverantes nos vossos estudos, sem o que os Espíritos superiores vos abandonarão, como faz um professor com os discípulos negligentes".
QUESTÕES PARA ESTUDO
1 - Por que Kardec afirma que as observações dos fenômenos espíritas diferem dos métodos comumente usados pela ciência?
Kardec faz essa observação em função das críticas contrárias dirigidas à Doutrina pelos homens de ciência. As ciências assentam suas observações nas propriedades da matéria, experimentando e a manipulando livremente.
Os fenômenos espíritas, porém, baseiam-se na ação de inteligências dotadas de vontade própria, que pensam conforme suas conquistas intelectuais acumuladas. As observações desses fenômenos, portanto, não podem ser feitas utilizando-se as mesmas formas e os mesmos processos de investigação, uma vez que exigem condições especiais. Isto, todavia, não afeta o caráter científico do Espiritismo, pois as conclusões foram tiradas de pesquisas com métodos científicos, embora com formas diferentes

2 - Como deve ser o estudo do Espiritismo, segundo recomendação de Allan Kardec?
. O estudo do Espiritismo deve ser feito com perseverança, seriedade, sem conceitos previamente estabelecidos, com método e motivado pela firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Questões complexas podem surgir, exigindo estudo de outras, preliminares ou complementares. Deve-se tomar um ponto de partida e acompanhar o encandeamento e o desenvolvimento das idéias, para que a conclusão não seja incompleta nem ininteligível ou pareça absurda e contraditória.
3 - Como podemos saber se uma comunicação provém de um espírito de ordem superior?
Os Espíritos Superiores somente às sessões sérias comparecem. Por sessões sérias devemos entender aquela em que reina perfeita comunhão de pensamentos e de sentimentos para o bem. Afastam-se sempre que percebem qualquer tipo de leviandade ou questões ociosas.
Nestes casos, a ação dos espíritos mentirosos e frívolos é que prevalece. Recomenda o Codificador que, para se obter comunicações sérias, os participantes da reunião devem se portar com seriedade e com a intenção na prática do bem, além de perseverarem no estudo.
Somente assim pode-se obter comunicação de um Espírito Superior.
(Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo)

21 de fevereiro de 2013

Evangelho Diário - O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 1 e 2


Moisés
Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: — porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (S. MATEUS, cap. V, vv. 17 e 18.)
Na lei mosaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo.
A lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:
I. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão. Não tereis, diante de mim, outros deuses estrangeiros. — Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na Terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os adorareis e não lhes prestareis culto soberano.
II. Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.
III. Lembrai-vos de santificar o dia do sábado.
IV. Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará.
V. Não mateis.
VI. Não cometais adultério.
VII. Não roubeis.
VIII. Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.
IX. Não desejeis a mulher do vosso próximo.
X. Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.
É de todos os tempos e de todos os países essa lei e tem, por isso mesmo, caráter divino. Todas as outras são leis que Moisés decretou, obrigado que se via a conter, pelo temor, um povo de seu natural turbulento e indisciplinado, no qual tinha ele de combater arraigados abusos e preconceitos, adquiridos durante a escravidão do Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas, só a idéia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes, em as quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam o senso moral e o sentimento de uma justiça reta. É evidente que aquele que incluíra, entre os seus mandamentos, este: “Não matareis; não causareis dano ao vosso próximo”, não poderia contradizer-se, fazendo da exterminação um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, revestiam, pois, um caráter essencialmente transitório.
 (Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 1 e 2.)

EXAMINA-TE


EXAMINA-TE



                                                                “Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.”
Paulo (FILIPENSES, 2: 3)

O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial. Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho
cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva. A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a
oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes. O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade. Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante. Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa

Livro: Caminho Verdade e Vida - Chico Xavier -  Emmanuel

Influencias Ocultas - Livro: Irmão – pelo espírito Emmanuel - Psicografia de Francisco Cândido Xavier


INFLUÊNCIAS OCULTAS
Emmanuel
 Dos nossos sentimentos ocultos nascem os atos que praticamos à luz meridiana e dos atos que praticamos à luz meridiana surge a inspiração que nos orienta os sentimentos ocultos.
 Não nos esqueçamos de que nossas inclinações superficialmente sem importância alimentam o curso de longas atividades da nossa vida.
O manancial aparentemente humilde nutre o ribeiro que atravessa dezenas de quilômetros alterando a qualidade do solo.
A fagulha simples determina o incêndio de vastas proporções.
A semente minúscula pode ser o início de grande floresta.
Assim também nossa ligeira disposição para a crítica pode atrair os gênios sombrios que geram a crueldade, impelindo-nos ao turbilhão do desespero e da delinqüência e a leve irritação pessoal pode situar-nos em conexão com as forças da cólera, induzindo-nos à posição calamitosa dos que se despenham no abismo da loucura, requisitando, por vezes, o concurso dos séculos para o retorno à luz.
Saibamos guardar o coração na fé e na bondade, conservando a palavra e as mãos no serviço infatigável do bem, de vez que plantando no tempo os valores do progresso para os irmãos que nos rodeiam, penetraremos a faixa da verdadeira fraternidade em que operam os emissários do Cristo, na construção do Reino de Deus, entre as criaturas.
 Afastemo-nos das questões comezinhas em que o egoísmo e a ociosidade nos identificam com a sombra, e transformemos nossos minutos vazios em amparo incessante aos que caminham na retaguarda e reconheceremos que a esperança e a gratidão, a fortaleza e o entendimento dos outros acumularão, em nosso favor, as bênçãos da simpatia, através das quais conquistaremos a influência dos poderes celestes que nos converterá o coração em fonte perene de perene felicidade.
(Livro: Irmão – pelo espírito Emmanuel - Psicografia de Francisco Cândido Xavier)

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O QUE MAIS SOFREMOS
O que mais sofremos no mundo –
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.
(Espírito: ALBINO TEIXEIRA - Médium: Francisco Cândido Xavier - Livro: "Passos da Vida" - EDIÇÃO IDE)
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